Informações:
Sinopse
Entrevistas diárias com pessoas de todas as áreas. Artistas, cientistas, professores, economistas, analistas ou personalidades políticas que vivem na França ou estão de passagem por aqui, são convidadas para falar sobre seus projetos e realizações. A conversa é filmada e o vídeo pode ser visto no nosso site.
Episódios
-
De Cuiabá aos festivais internacionais: Bruno Bini revela o Brasil além do eixo Rio-São Paulo
16/04/2026 Duração: 12minFora do eixo tradicional Rio–São Paulo, o cinema brasileiro contemporâneo vem encontrando novas vozes, territórios e narrativas. Um dos nomes que simbolizam esse movimento é o cineasta Bruno Bini, diretor, roteirista e produtor nascido em Cuiabá, com mais de 20 anos de trajetória no audiovisual. Seu mais recente longa-metragem, "Cinco Tipos de Medo", vem consolidando essa projeção ao conquistar o Festival de Cinema de Gramado, onde recebeu os principais prêmios da edição de 2025, e ao circular por importantes festivais internacionais, incluindo o 28º Festival do Cinema Brasileiro de Paris. Maria Paula Carvalho, da RFI Lançado comercialmente no Brasil após a consagração em Gramado, o filme marca um momento decisivo na carreira de Bini e também no reconhecimento do cinema produzido no Centro-Oeste. "Cinco Tipos de Medo" foi o primeiro longa-metragem de ficção de Mato Grosso selecionado para a competição oficial do festival gaúcho, feito que, para o diretor, já representava uma vitória antes mesmo da premiação.
-
'Precisamos Falar' coloca famílias diante de um dilema moral: proteger os filhos ou assumir a verdade
15/04/2026 Duração: 11minExibido no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, o longa apresentado por Emílio de Mello e Leonardo Monteiro de Barros lança um olhar incômodo sobre privilégio, impunidade e responsabilidade moral em uma sociedade polarizada. Proteger os próprios filhos ou dizer a verdade à Justiça, custe o que custar. É a partir desse dilema ético fundamental que se constrói “Precisamos Falar”, longa-metragem brasileiro que tem percorrido festivais internacionais antes de sua estreia no Brasil, prevista apenas para o segundo semestre de 2026. Dirigido por Pedro Waddington e Rebeca Diniz, o filme acompanha dois casais da elite urbana cujas certezas morais entram em colapso quando descobrem que seus filhos adolescentes participaram juntos da agressão a uma mulher em situação de rua – um ataque que resulta em morte. Os jovens envolvidos no crime são filhos de dois irmãos. Um deles é um político em ascensão; o outro, um professor universitário em crise pessoal e profissional. A revelação da agressão fatal transforma um encontr
-
'É gratificante demais': Alaíde Costa canta em Paris aos 90 anos
14/04/2026 Duração: 13minParis recebe esta semana uma artista excepcional. Aos 90 anos, Alaíde Costa, uma das grandes vozes fundadoras da bossa nova, sobe ao palco do Teatro da Aliança Francesa nesta quarta‑feira (15), em Paris, para um concerto histórico. Ela canta para o público francês e também para os brasileiros que vivem na cidade, um reencontro que acontece num momento especial, de reconhecimento amplo de sua trajetória. “Eu estou muito feliz por estar aqui”, disse Alaíde em entrevista à RFI, com a timidez que nunca abandonou fora do palco. “E poder falar um pouquinho da minha vida”, completa, quase como quem pede licença para ocupar o centro da cena. A vinda à capital francesa se dá também por ocasião da exibição do filme de animação “A Noite de Alaíde”, da diretora baiana Liliane Mutti, apresentado no encerramento do Festival de Cinema Brasileiro de Paris. O documentário revela uma artista que esteve presente nos primórdios da bossa nova, embora, por muito tempo, tenha ficado à margem da chamada história oficial do movimento
-
“Malês”: em filme, Antônio Pitanga leva ao mundo a revolta negra que o Brasil ocultou
13/04/2026 Duração: 16minA exibição integral do filme “Malês” no 28º Festival de Cinema Brasileiro de Paris, diante de uma sala com 400 lugares lotados, marcou mais do que a estreia francesa do novo filme de Antônio Pitanga. Tornou visível, mais uma vez, a força de um projeto que atravessa décadas, continentes e camadas de memória. Em entrevista à RFI, o ator e diretor de 86 anos falou do levante de africanos muçulmanos escravizados ocorrido em Salvador em 1835, mas também falou de si, do Brasil e de um passado que insiste em não caber nos livros escolares. “Malês” retoma um episódio central e ainda pouco conhecido da história brasileira: o levante dos malês, organizado por africanos muçulmanos letrados, em sua maioria falantes de árabe, sequestrados no norte e no oeste da África e escravizados na Bahia. Homens e mulheres que, nas fazendas e nos engenhos vizinhos, começaram a se reconhecer pela oralidade, pela escrita, pela fé comum e pela convicção de que era possível resistir. A decisão de transformar esse levante em filme consolid
-
'Rei da Noite’ traz mito carioca de Ricardo Amaral a Paris em vaudeville sobre poder e espetáculo
09/04/2026 Duração: 05minExibido no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, Rei da Noite chega à capital francesa como um dos destaques da programação. O filme revisita a trajetória de Ricardo Amaral, figura central da noite carioca e internacional, transformando sua história em um retrato de época entre memória e invenção. Dirigido por Pedro Dumans, Lucas Weglinski e Cassu, o documentário atravessa décadas em que o empresário ajudou a moldar o Rio de Janeiro e projetou sua vida noturna para cidades como Paris e Nova York. Exibido com destaque no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, Rei da Noite chega à capital francesa como um retrato da cultura noturna brasileira em diálogo direto com o circuito internacional que marcou a trajetória de Ricardo Amaral. O documentário transforma a história de vida da figura central da noite carioca entre os anos 1970 e 1990 em um mosaico de memória, excesso e invenção. “Você pega a história da vida de um homem como o Ricardo, que produziu coisas gigantescas durante muitos anos. Ele não parou de p
-
Trinta anos depois, Fernanda Abreu revisita Da Lata no Festival de Cinema Brasileiro de Paris
08/04/2026 Duração: 13minFernanda Abreu apresenta esta semana na capital francesa o documentário “Da Lata – 30 anos”, exibido no Festival de Cinema Brasileiro de Paris, em um retorno carregado de simbolismo. É o reencontro com a cidade que, ainda em 1995, soube reconhecer a modernidade do seu trabalho e acolheu uma artista que transformava música, corpo e cidade em linguagem contemporânea, muito antes do Brasil urbano ganhar lugar no imaginário global. Lançado no Brasil em 1995, o álbum Da Lata chegou à França pelas mãos do selo Totem Records, então voltado às músicas do mundo, e encontra uma recepção que surpreende Fernanda Abreu. Sem grandes expectativas em relação ao impacto do disco na Europa, a artista se viu imersa em uma intensa agenda de entrevistas – entre elas, uma passagem marcante pela RFI. Foi naquele contexto que uma das primeiras conversas com a imprensa francesa, com a jornalista Véronique Mortaigne, do Le Monde, cristalizou o impacto visual e simbólico do projeto. O figurino com frigideiras, imagem central do álbum D
-
Edição francesa de ‘Cotas Raciais’ provoca debate sobre dados, raça e desigualdade
07/04/2026 Duração: 14minA publicação na França do livro “Cotas Raciais”, da promotora de Justiça brasileira Lívia Sant’Anna Vaz, reacende o debate sobre o uso de dados para medir desigualdades, tema que voltou ao centro da discussão pública após a inclusão da pergunta sobre a origem dos pais no recenseamento francês de 2025. Para a autora baiana, a experiência brasileira com ações afirmativas mostra que, sem diagnóstico, não há combate eficaz ao racismo. “A igualdade não é uma realidade na França”, afirma. Lançado no Brasil pela coleção Feminismos Plurais, “Quotas Raciaux” chega ao público francês pela editora Anacaona justamente quando o país revisita os limites e a urgência de produzir dados sobre origem e discriminação. Lívia defende que reconhecer a raça como categoria analítica é indispensável para enfrentar desigualdades persistentes. “Negar o uso do nome raça não vai fazer com que o racismo desapareça”, diz a promotora. Embora a França se recuse historicamente a produzir estatísticas étnico-raciais diretas, o reconhecimento
-
Festival de cinema brasileiro celebra força, pluralidade e memória afetiva em Paris
06/04/2026 Duração: 10minO cinema L’Arlequin, no bairro de Saint‑Germain‑des‑Prés, abre as portas para a 28ª edição do Festival de Cinema Brasileiro de Paris, que acontece de 7 a 14 de abril e exibe mais de 30 longas‑metragens, reafirmando seu papel como a maior vitrine do audiovisual brasileiro na Europa. Nos estúdios da RFI, a curadora Kátia Adler detalhou a programação que, entre outros momentos marcantes, traz homenagens a Lázaro Ramos, Taís Araújo e Paulo Gustavo. A programação de 2026 conta com oito filmes em competição, um conjunto de documentários e os lançamentos mais recentes que delineiam o panorama da produção cinematográfica atual. Sobre essa base, entram as escolhas curatoriais que permitem a Kátia Adler estabelecer diálogos, destacar trajetórias e criar focos temáticos. Foi desse movimento que nasceu a homenagem central deste ano: o casal Lázaro Ramos e Taís Araújo. “Veio uma luz muito boa”, explica Kátia Adler. “É a primeira vez que homenageamos um casal. Para mim, eles são um exemplo de Brasil de ontem, hoje e de ama
-
Pintor Gonçalo Ivo abre sua 'Janela para a África' em nova exposição em Paris
02/04/2026 Duração: 06minO pintor carioca Gonçalo Ivo apresenta em Paris a exposição “Janela para a África”, na Maison Gacha. Inaugurado há pouco mais de um ano, o espaço já se destaca pelo acervo notável de arte africana, que inclui peças raras e de forte carga simbólica. É nesse ambiente que as pinturas e os objetos de madeira do artista brasileiro estabelecem um diálogo vivo com tecidos kente de Gana, veludos Kasai do Congo e os ndop do povo Bamileke de Camarões – uma conversa entre formas, cores, ritmos e memórias que atravessam continentes. Essa conexão não surgiu por acaso. “A África sempre esteve no meu coração”, disse Ivo logo no início da entrevista. Sem nunca ter pisado no continente, ele contou que sua obra já carregava, desde os anos 1980, marcas dessa influência – uma “geometria mole”, como um amigo definiu na época. “Sou um dos poucos artistas brasileiros que foram impregnados por essa cultura tão rica, tão fascinante”, afirmou. Os tecidos kente, originários dos povos Ashanti e Ewe de Gana, são trançados em tiras estrei
-
Em turnê europeia, Lucas Santtana canta o ‘brasiliano’ que derrete o mundo pela sonoridade
01/04/2026 Duração: 11minNo início da turnê que celebra seus 25 anos de carreira, Lucas Santtana tem encontrado na Europa não apenas plateias entusiasmadas, mas um público pronto para acolher, e muitas vezes ecoar, a reflexão central de seu novo álbum: a necessidade de o Brasil reconhecer que fala uma língua própria, formada no encontro entre matrizes indígenas, africanas e europeias, e portanto distinta daquela introduzida pelo colonizador português. Essa reflexão se materializa em “Brasiliano”, disco lançado em 2026 com 11 faixas e construído deliberadamente como uma obra multilinguística, cantada em oito idiomas: brasiliano (português do Brasil), tupi-guarani, occitano, francês, italiano, espanhol, galego e o crioulo da Guiné-Bissau. Em cidades como Bonn, Londres e Paris, o debate provocado pela pesquisa linguística que originou o álbum tem ganhado corpo no palco. Em Bonn, a simples menção à “língua brasileira” gerou aplausos imediatos. Em Londres, um espectador retrucou em voz alta: “Você fala português!”, encarnando sem perceber
-
Documentário 'Copan' disputa prêmio no Festival de Cinéma Latino-americano de Paris
30/03/2026 Duração: 13minComo o próprio nome diz, "Copan" aborda o cotidiano do imenso edifício em São Paulo projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1950, símbolo da arquitetura moderna brasileira. O olhar da jornalista e cineasta Carine Wallauer sobre funcionários e moradores do prédio renderam um cativante documentário que venceu o prêmio principal do célebre festival "É Tudo Verdade", em 2025. Depois de ter passado pelo Cinélatino, em Toulouse, o público da capital francesa poderá assistir ao trabalho no Festival de Cinéma Latino-americano de Paris, em 10 de abril, onde concorre na categoria de longa-metragem. Daniella Franco, da RFI O edifício Copan foi a casa de Carine Wallauer durante sete anos, dos quais cinco passou produzindo o filme. O objetivo, segundo ela, era fazer um retrato cinematográfico deste icônico prédio paulistano. "É uma história que se cruza com a minha própria história", resume. No entanto, diferentemente das reportagens produzidas sobre o Copan ao longo de seus 60 anos de existência, que mais focaram nos mor
-
Ao lado de novo prefeito, brasileira integra a gestão municipal de Saint‑Denis
27/03/2026 Duração: 11minA historiadora franco-brasileira Silvia Capanema, professora da Universidade Sorbonne Paris Nord, foi eleita para mais um mandato público: ela volta ao conselho municipal de Saint‑Denis, em função equivalente à de vereadora no Brasil. Integrante da equipe do prefeito recém‑eleito Bally Bagayoko, do partido A França Insubmissa (LFI), Silvia falou à RFI sobre a vitória expressiva conquistada por esse filho de imigrantes do Mali, que irá comandar uma cidade marcada por desigualdades, mas de forte identidade multicultural. Silvia Capanema tem uma trajetória política consolidada em Saint‑Denis. Ela já havia sido vereadora de 2014 a 2020 e exerce, desde 2021, o segundo mandato como conselheira departamental de Saint‑Denis – instância administrativa que reúne mais cidades nesse território ao norte da capital francesa, onde fica o Stade de France. A eleição de Bally Bagayoko – com 50,7% dos votos, ainda no primeiro turno – marcou o fim da gestão de Mathieu Hanotin, prefeito do Partido Socialista (PS) que tentava a r
-
No turbilhão das crises atuais, o pensamento de Jung ressurge como ferramenta para elaborar o mundo
26/03/2026 Duração: 11minVivemos um momento em que o noticiário parece ecoar um passado que acreditávamos superado: guerras que retornam, fronteiras tensionadas, sociedades polarizadas, discursos inflamados que se repetem como velhos fantasmas. É nesse contexto que a psicóloga e psicanalista franco-brasileira Elaine Franzini Soria, membro da Associação Junguiana de Psicanálise da Occitânia, estará no dia 28 de março, em Toulouse, ao lado de outros especialistas, apresentando e debatendo com o público as bases da psicologia analítica no seminário “Os Complexos Culturais do Ocidente, Sombra e Futuro”. O encontro parte da constatação de que compreender o presente exige olhar para camadas mais profundas da psique coletiva – tema que orientou nossa conversa com a especialista. Elaine lembra que o conceito de “complexos”, formulado pelo psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung (1875-1961), se baseia na existência de “zonas sensíveis” carregadas de emoção e memória. “Cada pessoa carrega dentro de si zonas sensíveis, com muita ene
-
'Envelhecer abre uma porta no final da vida com possibilidades e desejos', diz atriz Denise Weinberg
25/03/2026 Duração: 21minEm entrevista à RFI durante o Cinélatino, em Toulouse, a atriz brasileira Denise Weinberg falou sobre a personagem que interpreta em “O Ultimo Azul”, de Gabriel Mascaro, que venceu o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim, em 2025. O longa-metragem de ficção aborda a temática do envelhecimento e o "descarte" de idosos pela sociedade. Daniella Franco, enviada especial da RFI a Toulouse Em “O Último Azul”, Denise Weinberg vive Tereza, uma trabalhadora da região amazônica prestes a completar 77 anos, idade na qual no universo distópico criado por Mascaro, as pessoas são levadas para uma colônia compulsória para idosos. Inconformada com a imposição, a protagonista se rebela e foge da familia e das autoridades, caindo na ilegalidade para realizar seus sonhos. A um mês de completar 70 anos, Denise se reconhece em Tereza, a quem atribuiu muitos traços da sua propria personalidade, como a rebeldia e a curiosidade. “A gente fez um acordo, eu e a Tereza”, brinca. “Eu emprestei muita coisa minha pra ela e ela tam
-
Filme brasileiro sobre bebê sequestrada na ditadura faz estreia mundial no Cinélatino, em Toulouse
24/03/2026 Duração: 18minO longa-metragem “Ela foi ali guardar o coração na geladeira”, de Cristiane Oliveira e Gustavo Galvão, aborda a história de uma mulher sequestrada quando bebê, no período da ditadura militar. O filme fez sua estreia mundial no festival Cinélatino, em Toulouse, no sudoeste da França, na segunda-feira (23). Daniella Franco, enviada especial da RFI a Toulouse “Ela foi ali guardar o coração na geladeira” compete na categoria longa-metragem de ficção do evento. De forma extremamente original, o filme traz um compilado de “cartas-vídeo” em que a uruguaia Veronica conta para a sobrinha, a porto-alegrense Luiza, a história de sua vida, que considera “uma farsa”. Veronica é filha de uma presa política brasileira, morta durante o regime militar, mas foi “doada” quando bebê a uma família vinculada à ditadura no Uruguai. A personagem foi criada com base em histórias de crianças brasileiras sequestradas nesta época fatídica, que só vieram à tona recentemente. “Isso era algo que se acreditava que não acontecia no Brasil”,
-
UFPA busca liderança científica pós‑COP30 e reforça parcerias com a França para proteger a Amazônia
23/03/2026 Duração: 06minA Universidade Federal do Pará (UFPA) realizou, entre 16 e 20 de março, um tour científico por Toulouse, Montpellier, Le Mans, Tours e Paris, com o objetivo de fortalecer parcerias internacionais e consolidar seu papel como referência global em pesquisas sobre biodiversidade e clima após a COP30. A iniciativa busca integrar o conhecimento tradicional amazônico às tecnologias avançadas desenvolvidas na Europa. Maria Paula Carvalho, da RFI Em entrevista à RFI em Paris, o reitor Gilmar Pereira da Silva explica que a viagem aprofunda décadas de cooperação da UFPA com instituições francesas. “Foi um périplo para reforçar ações que já fazemos juntos. Os acordos entre a UFPA e a França vêm do século passado, e muitos de nossos pesquisadores foram formados aqui nos anos 1980”, afirma. Ele destaca que a COP30 evidenciou a necessidade de transformar essa colaboração em ações permanentes voltadas à defesa da Amazônia. “Agora estamos nos preparando para o que teremos a dizer na COP31.” Entre os temas tratados, ganharam d
-
Abel Luiz lança Cordal Carioca em Paris e celebra a força coletiva da música brasileira
20/03/2026 Duração: 12minEm Paris, onde realiza oficinas, encontros e apresentações ao longo de uma temporada europeia, o multi-instrumentista brasileiro Abel Luiz lança no dia 25 de março o álbum Cordal Carioca, que chega às plataformas digitais na mesma data. Ele descreve o disco com uma imagem que sintetiza bem sua estética: um Brasil múltiplo, urbano e rural, popular e de concerto, ancestral e contemporâneo. O álbum apresenta seis peças solo escritas para seis instrumentos de cordas distintos – do cavaquinho à viola caipira, passando pelo violão tenor –, todos tocados pelo próprio músico. “O Cordal Carioca é música instrumental brasileira que é música popular, que é música regional, que é música de concerto… é música do Brasil”, diz Abel, com um entusiasmo calmo de quem conhece profundamente a diversidade da cultura brasileira. É um trabalho que sintetiza sua experiência como pesquisador, compositor e músico de rodas, um cruzamento raro de rigor e intuição, técnica e afeto. Além do álbum, Abel oferece gratuitamente ao público as
-
Duo mineiro leva o choro contemporâneo ao Festival Internacional de Paris
19/03/2026 Duração: 07minO duo formado pelas multi-instrumentistas Noemi Guimarães e Bia Nascimento é uma das atrações da 22ª edição do Festival Internacional de Choro de Paris, que acontece de 27 a 29 de março na capital francesa. Também compositoras e arranjadoras, as duas se conheceram em Belo Horizonte, nas rodas de choro impulsionadas por coletivos de mulheres. Maria Paula Carvalho, da RFI em Paris A afinidade virou parceria, e logo elas começaram a tocar juntas com regularidade, explorando repertórios que vão além do choro tradicional, com espaço generoso para o improviso. “Eu me mudei para BH para fazer mestrado na UFMG, e a Bia já morava lá. Nos conhecemos numa roda organizada por mulheres no choro e nos conectamos de cara”, conta Noemi. O duo também se insere em um movimento mais amplo: a consolidação da presença feminina no choro. Embora a história do gênero tenha consagrado nomes como Chiquinha Gonzaga, muitas compositoras e instrumentistas ficaram à margem da documentação. “Eu comecei meu doutorado pesquisando mulhere
-
‘A música brasileira tem essa coisa que todo mundo gosta’: Festival de Choro reúne mestres em Roterdã
17/03/2026 Duração: 10minO Festival do Choro de Roterdã realiza no próximo domingo, 22 de março, a sua 13ª edição, reunindo dois nomes de destaque da música instrumental brasileira: o pianista, compositor e arranjador Cristóvão Bastos, autor de clássicos como “Todo o Sentimento”, e o violinista de sete cordas Rogério Caetano, referência no instrumento. A apresentação acrescenta um novo capítulo à relação duradoura entre o país europeu e o gênero musical nascido no Rio de Janeiro. À frente da direção artística do festival está o cavaquista holandês Marijn van der Linden, fundador da Escola Portátil de Música (EPM) da Holanda, a primeira filial da carioca Casa do Choro fora do Brasil. Há anos, Marijn constrói pontes entre a música brasileira e a Europa. “O choro é sempre bem recebido aqui. A música brasileira tem essa coisa que todo mundo gosta: coloca um sorriso no rosto”, diz. “E, nesses dias de guerra, o povo está precisando de um pouco de alegria e felicidade. A música brasileira traz isso”, acrescenta Marijn, com entusiasmo. Uma
-
Quadrinista investiga colonização e memória em HQ na França sobre território Guarani-Kaiowá
16/03/2026 Duração: 06minArquiteta de formação, artista plástica e pesquisadora, Clara Chotil vem conquistando destaque nos quadrinhos com histórias que cruzam memória, história e política. Depois de Ópera Negra, ela lança na França Tekoha, uma obra inteiramente pintada em acrílico que mergulha na relação profunda entre os povos indígenas e seus territórios no Mato Grosso do Sul, no Brasil. A quadrinista e ilustradora franco-brasileira Clara Chotil vem se afirmando como uma das vozes singulares de uma nova geração de artistas que exploram, por meio da narrativa gráfica, as intersecções entre memória, história e política. Arquiteta de formação, artista plástica e pesquisadora, ela acaba de lançar na França Tekoha, uma história em quadrinhos inteiramente pintada em acrílico que mergulha na relação entre povos indígenas e território no Mato Grosso do Sul. Ao falar sobre o ambiente em que começou a produzir, Chotil observa que o cenário mudou nos últimos anos para as mulheres que trabalham com quadrinhos. “A minha geração de criadoras e