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Edição francesa de ‘Cotas Raciais’ provoca debate sobre dados, raça e desigualdade
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- Editora: Podcast
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Sinopse
A publicação na França do livro “Cotas Raciais”, da promotora de Justiça brasileira Lívia Sant’Anna Vaz, reacende o debate sobre o uso de dados para medir desigualdades, tema que voltou ao centro da discussão pública após a inclusão da pergunta sobre a origem dos pais no recenseamento francês de 2025. Para a autora baiana, a experiência brasileira com ações afirmativas mostra que, sem diagnóstico, não há combate eficaz ao racismo. “A igualdade não é uma realidade na França”, afirma. Lançado no Brasil pela coleção Feminismos Plurais, “Quotas Raciaux” chega ao público francês pela editora Anacaona justamente quando o país revisita os limites e a urgência de produzir dados sobre origem e discriminação. Lívia defende que reconhecer a raça como categoria analítica é indispensável para enfrentar desigualdades persistentes. “Negar o uso do nome raça não vai fazer com que o racismo desapareça”, diz a promotora. Embora a França se recuse historicamente a produzir estatísticas étnico-raciais diretas, o reconhecimento