Jorge Borges

Mestres artificiais: IA, pedagogia e os desafios do ensino na Era Digital

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Sinopse

A inteligência artificial entrou nas salas de aula antes de qualquer política educativa a ter convidado. Em Espanha, 75% dos jovens entre os 16 e os 24 anos utilizam regularmente agentes de IA, e 59% dos estudantes dessa faixa etária recorrem a estas ferramentas — muito acima da média europeia de 39%. Em Portugal, embora os dados específicos sejam ainda escassos, a tendência é semelhante: os alunos chegam às aulas com ferramentas que muitos professores ainda não dominam.Esta realidade cria aquilo que o sociólogo Manuel Castells designa como duas galáxias tecnológico-pedagógicas distintas: a dos alunos, nativos de um ecossistema digital em constante mutação, e a dos docentes, muitos dos quais sem formação adequada ou tempo suficiente para acompanhar esta transformação. A brecha é clara: enquanto 60% dos professores com menos de 30 anos utilizam IA, esse valor cai para 27% nos docentes com mais de 30 anos.