Informações:
Sinopse
De segunda a sexta-feira, sob forma de entrevista, analisamos um dos temas em destaque na actualidade.
Episódios
-
Gronelândia: "O brutalismo imperial regressou"
22/01/2026 Duração: 09minDonald Trump recuou e descartou, pela primeira vez, esta quarta-feira, em Davos, recorrer à força para anexar a Gronelândia, mas exigiu “negociações imediatas” sobre a aquisição do território pelos Estados Unidos. Para Álvaro Vasconcelos, antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, este recuo deve-se à resposta firme dos Estados europeus. Donald Trump recuou esta quarta-feira, 21 de Janeiro, em Davos, na intenção de recorrer à força para anexar a Gronelândia, mas exigiu “negociações imediatas” com vista à aquisição do território pelos Estados Unidos da América. O presidente norte-americano fez também marcha-atrás na decisão de impor uma taxa alfandegária adicional a oito países europeus, num contexto de crescente tensão transatlântica. Para Álvaro Vasconcelos, antigo director do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia, este recuo deve-se à resposta firme dos Estados europeus. “O presidente norte-americano compreendeu que as medidas que estava a tomar para conquistar mil
-
"África faz balanço negativo” do primeiro ano do Presidente Trump
20/01/2026 Duração: 09minOs Estados Unidos completam, esta terça-feira, 20 de Janeiro, um ano desde a chegada de Donald Trump à Casa Branca para um segundo mandato. Uma presidência marcada por um «desinteresse pelo continente africano», segundo o economista angolano Osvaldo Mboco, que aponta a adopção de políticas restritivas e o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). “Um balanço negativo” e com “grandes implicações nas questões económicas e sociais dos próprios Estados africanos”, reconhece o economista angolano, Osvaldo Mboco, sobre os doze meses do Presidente dos EUA. Desde que chegou ao poder, Donald Trump desmantelou grande parte do trabalho da Agência de Desenvolvimento dos Estados Unidos, reduzindo as ajudas destinadas aos países africanos. Para Osvaldo Mboco esta decisão demonstra que Donald Trump está a levar em linha de consideração os interesses nacionais dos Estados Unidos, interesses que estão, de alguma forma, a contribuir para o agravamento “das condições sociais d
-
Moderação ou rejeição: eleitores portugueses perante a segunda volta presidencial
19/01/2026 Duração: 10minOs resultados da primeira volta das eleições presidenciais portuguesas conduziram a decisão final para um confronto entre António José Seguro e André Ventura. “Na primeira volta vota-se com o coração; na segunda, vota-se com a cabeça", descreve o analista político angolano Sérgio Dundão. A segunda volta pode ser definida não apenas por convicções políticas, rejeição e pela capacidade de cada candidato representar um compromisso democrático considerado credível. As eleições presidenciais em Portugal confirmaram um cenário político fragmentado e carregado de significado: uma segunda volta entre António José Seguro, vencedor da primeira ronda com 31,1%, e André Ventura, segundo classificado com 23,4%. O resultado expôs tensões no eleitorado e abriu um confronto decisivo entre um campo de centro-esquerda moderado e uma direita radicalizada, num momento que muitos analistas consideram de viragem. Para Sérgio Dundão, analista político angolano especializado em processos eleitorais, o essencial não está apenas nos n
-
Presidenciais portuguesas: Entre dever e receio, o voto como fronteira democrática
18/01/2026 Duração: 09minNum contexto político marcado pela fragmentação do voto, pela possibilidade inédita de uma segunda volta presidencial em 40 anos e por um clima de incerteza social, milhares de portugueses vão este domingo às urnas. No bairro social da Damaia, em Lisboa, o acto de votar foi vivido entre a esperança de mudança, o medo do futuro e a consciência de que a democracia não é um dado adquirido. O acto eleitoral deste domingo é vivido como uma necessidade cívica, entre a esperança de mudança, o medo do futuro e a consciência de que a democracia não é um dado adquirido, “eu quero votar para melhoria”, diz uma moradora logo à entrada da mesa de voto, explicando de imediato o sentido prático da sua escolha, “para melhoria de vida do país, está um bocadinho mal, os vencimentos precisam de mudar, está tudo muito caro, o custo de vida está muito caro”, um discurso simples mas revelador de preocupações materiais que atravessam grande parte do eleitorado Para outros, o voto assume sobretudo a forma de obrigação moral, “tem qu