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Presidenciais portuguesas: Entre dever e receio, o voto como fronteira democrática

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Sinopse

Num contexto político marcado pela fragmentação do voto, pela possibilidade inédita de uma segunda volta presidencial em 40 anos e por um clima de incerteza social, milhares de portugueses vão este domingo às urnas. No bairro social da Damaia, em Lisboa, o acto de votar foi vivido entre a esperança de mudança, o medo do futuro e a consciência de que a democracia não é um dado adquirido. O acto eleitoral deste domingo é vivido como uma necessidade cívica, entre a esperança de mudança, o medo do futuro e a consciência de que a democracia não é um dado adquirido, “eu quero votar para melhoria”, diz uma moradora logo à entrada da mesa de voto, explicando de imediato o sentido prático da sua escolha, “para melhoria de vida do país, está um bocadinho mal, os vencimentos precisam de mudar, está tudo muito caro, o custo de vida está muito caro”, um discurso simples mas revelador de preocupações materiais que atravessam grande parte do eleitorado Para outros, o voto assume sobretudo a forma de obrigação moral, “tem qu