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Brasil precisa de uma política industrial para se adaptar a acordo UE-Mercosul, diz professora

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Sinopse

Depois de mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul deverá ser assinado oficialmente neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, e depois será ratificado pelo Parlamento Europeu. Aprovado por 21 dos 27 países do bloco europeu no dia 9 de janeiro, o tratado prevê a criação de um mercado comum de mais de 720 milhões de pessoas. Para entender melhor o impacto dessa medida, a RFI conversou com Cristina Helena Pinto de Mello, professora de Economia da graduação e do mestrado da PUC-SP. RFI: Até agora, falou-se muito sobre as repercussões do acordo no setor agrícola, mas durante as negociações o Brasil lutou para defender a indústria brasileira da concorrência europeia. Esse tratado traz oportunidades para a indústria brasileira? Cristina Helena: Sem um projeto industrial claro, esse acordo corre o risco de consolidar algumas das especializações já existentes. Falta ao Brasil uma agenda positiva para a área de indústrias e de serviços. Essa é uma fragilidade peculiar do